Immanuel Kant (1724–1804) escreveu essas obras para delimitar os poderes e limites da razão humana. Cada uma aborda uma esfera diferente da vida:
Crítica da Razão Pura (1781): trata do conhecimento e da ciência.
Crítica da Razão Prática (1788): discute a moral e a liberdade.
Crítica do Juízo (1790): analisa a arte, a estética e a finalidade da natureza.
Razão Prática → fundamenta a moral na liberdade e no dever.
Juízo → conecta conhecimento e moral pela estética e pela ideia de finalidade.
Assim, Kant constrói uma filosofia que busca responder às três grandes perguntas da vida: O que posso saber? O que devo fazer? O que posso esperar?
“Pensamentos sem conteúdo são vazios; intuições sem conceitos são cegas.” (Kant, Crítica da Razão Pura, A51/B75)
Esse trecho resume a ideia de que o conhecimento só ocorre quando há união entre o que sentimos (intuições) e o que pensamos (conceitos). Kant delimita o campo do conhecimento à experiência possível, excluindo o acesso direto ao “em si” das coisas (noumeno).
“Age apenas segundo uma máxima tal que possas ao mesmo tempo querer que ela se torne uma lei universal.” (Kant, Crítica da Razão Prática, Fundamento da Metafísica dos Costumes)Aqui, Kant trata da ideia de que podemos interpretar a natureza como se tivesse propósito, mesmo sem provar isso objetivamente. Essa “finalidade” permite esperança: que o mundo natural e moral possam estar em harmonia, abrindo espaço para a fé e a ideia de progresso ético.
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