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segunda-feira, 28 de agosto de 2023

Acabou Chorare

 


"Acabou Chorare" é um álbum icônico da banda brasileira Novos Baianos, lançado em 1972. O disco é frequentemente considerado uma das obras-primas da música popular brasileira e tem um papel significativo nas esferas musical, literária, política e artística do país.
Análise Musical:
Musicalmente, "Acabou Chorare" é uma fusão única de gêneros, incorporando elementos de samba, bossa nova, rock, forró e música regional brasileira. O álbum é conhecido por sua atmosfera descontraída e grooves cativantes. A abordagem inovadora da banda para a mistura de estilos musicais resulta em arranjos ricos e harmonias complexas, mostrando a habilidade dos músicos em criar uma sonoridade coesa a partir de influências diversas.
Análise Literária:
A abordagem lírica do álbum é poética e muitas vezes introspectiva. As letras de "Acabou Chorare" tratam de temas variados, incluindo amor, amizade, nostalgia, questionamentos sobre a vida e reflexões sobre a sociedade brasileira da época. As letras são frequentemente acompanhadas por metáforas e imagens vívidas, o que contribui para a profundidade emocional das músicas.
Análise Política:
Embora não seja um álbum estritamente político, "Acabou Chorare" reflete o contexto social e político do Brasil dos anos 1970. O país estava sob o regime militar na época, e as canções do disco carregam elementos de resistência e crítica implícita ao governo autoritário. A escolha da liberdade criativa e da diversidade musical no álbum pode ser vista como um ato de resistência cultural contra a repressão política da época.
Análise Artística:
"Acabou Chorare" não é apenas um álbum musical, mas também uma obra de arte completa. A capa do disco, projetada por Rogério Duarte, é uma imagem icônica que representa a convivência e a camaradagem entre os membros da banda. A imagem reflete o estilo de vida comunitário que os Novos Baianos adotaram, vivendo juntos em uma casa no Rio de Janeiro. Esse aspecto artístico se estende à forma como o álbum foi gravado, com todos os membros contribuindo para as composições, arranjos e performances.
Em resumo, "Acabou Chorare" é uma joia da música brasileira que transcende as categorias tradicionais. Ele incorpora uma mistura de gêneros musicais, letras poéticas, contexto político e uma abordagem artística única. Sua influência ainda é sentida na música brasileira contemporânea e sua relevância perdura ao longo do tempo.




terça-feira, 9 de julho de 2013

Vinícius de Moraes - 33 anos sem o 'poetinha'


Soneto de despedida

Uma lua no céu apareceu 
Cheia e branca; foi quando, emocionada
A mulher a meu lado estremeceu
E se entregou sem que eu dissesse nada.

Larguei-as pela jovem madrugada
Ambas cheias e brancas e sem véu
Perdida uma, a outra abandonada
Uma nua na terra, outra no céu.

Mas não partira delas; a mais louca
Apaixonou-me o pensamento; dei-o
Feliz - eu de amor pouco e vida pouca

Mas que tinha deixado em meu enleio
Um sorriso de carne em sua boca
Uma gota de leite no seu seio.


Para conhecer mais sobre o nosso saudoso 'poetinha':




sábado, 29 de junho de 2013

O Baú do Joanes homenageia Raul Seixas

Se Rock 'n' Roll do Brasil tem um rei, com certeza ele é Raul Seixas. Ele faria 68 anos ontem, 28 de junho de 2013. Nasceu na Bahia, em Salvador, em 1945. Morreu em São Paulo, em 1989, no dia 21 de agosto. Em sua carreira de 26 anos lançou 21 discos. É conhecido como 'o pai do Rock Brasileiro' e 'Maluco Beleza'.
O nome desse blog já é uma homenagem ao Raul Seixas. Me lembro dele cantando nos programas de TV, em 1973. Se apresentando em festivais, cantando "Let me sing My Rock and Roll" e "Eu sou eu e Nicori é o diabo". O disco Krig-ha, bandolo! foi um grande sucesso, com músicas como "Ouro de tolo", "Metamorfose Ambulante" e "Al Capone". O álbum O Baú do Raul é um álbum póstumo de Raul Seixas com músicas que vão de 1963, com o grupo The Panthers (mais tarde Raulzito e os Panteras), até 1980. 

Raul Seixas na Internet



"Ouro de Tolo"




Cândido (Ou O Otimismo) - Uma resenha

Cândido, de Voltaire: quando o otimismo encontra a realidade Há livros que pertencem ao seu tempo; há outros que, apesar de escritos há sécu...