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quinta-feira, 31 de outubro de 2019

31 de Outubro - Dia Nacional da Poesia

  Hojé é o aniversário (117 anos) de Carlos Drummond de Andrade, um dos maiores nomes da literatura do Brasil. Veja uma poesia deste gênio de Itabira, Minas Gerais:

No Meio do Caminho

No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.

Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.

Homenagem do Doodle do Google a Carlos Drummond de Andrade:



Para saber mais sobre Carlos Drummond de Andrade clique aqui

 

Antífona – Cruz e Sousa


Ó Formas alvas, brancas, Formas claras
De luares, de neves, de neblinas!
Ó Formas vagas, fluidas, cristalinas…
Incensos dos turíbulos das aras
Formas do Amor, constelarmante puras,
De Virgens e de Santas vaporosas…
Brilhos errantes, mádidas frescuras
E dolências de lírios e de rosas …

Indefiníveis músicas supremas,
Harmonias da Cor e do Perfume…
Horas do Ocaso, trêmulas, extremas,
Réquiem do Sol que a Dor da Luz resume…

Visões, salmos e cânticos serenos,
Surdinas de órgãos flébeis, soluçantes…
Dormências de volúpicos venenos
Sutis e suaves, mórbidos, radiantes …

Infinitos espíritos dispersos,
Inefáveis, edênicos, aéreos,
Fecundai o Mistério destes versos
Com a chama ideal de todos os mistérios.

Do Sonho as mais azuis diafaneidades
Que fuljam, que na Estrofe se levantem
E as emoções, todas as castidades
Da alma do Verso, pelos versos cantem.

Que o pólen de ouro dos mais finos astros
Fecunde e inflame a rima clara e ardente…
Que brilhe a correção dos alabastros
Sonoramente, luminosamente.

Forças originais, essência, graça
De carnes de mulher, delicadezas…
Todo esse eflúvio que por ondas passa
Do Éter nas róseas e áureas correntezas…

Cristais diluídos de clarões alacres,
Desejos, vibrações, ânsias, alentos
Fulvas vitórias, triunfamentos acres,
Os mais estranhos estremecimentos…

Flores negras do tédio e flores vagas
De amores vãos, tantálicos, doentios…
Fundas vermelhidões de velhas chagas
Em sangue, abertas, escorrendo em rios…

Tudo! vivo e nervoso e quente e forte,
Nos turbilhões quiméricos do Sonho,
Passe, cantando, ante o perfil medonho
E o tropel cabalístico da Morte…


Resultado de imagem para Cruz e Sousa 

Para saber mais sobre Cruz e Souza: clique aqui

Florbela Espanca, uma grande poetisa portuguesa:


Eu
Eu sou a que no mundo anda perdida,
Eu sou a que na vida não tem norte,
Sou a irmã do sonho, e desta sorte
Sou a crucificada... a dolorida... 

Sombra de névoa ténue e esvaecida,
E que o destino amargo, triste e forte,
Impele brutalmente para a morte! 
Alma de luto sempre incompreendida! ... 

Sou aquela que passa a ninguém vê... 
Sou a que chamam triste sem o ser... 
Sou a que chora sem saber porquê... 
Sou talvez a visão que Alguém sonhou,
Alguém que veio ao mundo pra me ver
E que nunca na vida me encontrou!

Para saber mais sobre Florbela Espanca clique aqui



 

sexta-feira, 4 de outubro de 2019

Uma Fábula de Esopo


O MACHADO E AS ÁRVORES




Um homem foi à floresta e pediu as árvores que estas lhe doassem um cabo para o seu machado. O conselho das árvores concordou com o seu pedido e deu a ele uma jovem árvore para este fim. Logo que o homem colocou o novo cabo no machado, começou furiosamente a usá-lo e em pouco tempo havia derrubado com seus potentes golpes, as maiores e mais nobres árvores da floresta. Um velho Carvalho, lamenta quando a destruição dos seus companheiros já está bem adiantada, e diz a um Cedro seu vizinho: O primeiro passo significou a perdição de todas nós. Tivéssemos respeitado os direitos daquela jovem árvore, ainda teríamos os nossos próprios e o direito de ficarmos de pé por muitos anos. 
Autor: Esopo  

Moral da História: 
"Quem menospreza ou discrimina seu semelhante, não deve se surpreender se um dia lhe fizerem a mesma coisa."



Para saber mais sobre Esopo:

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Dica de Leitura - Angústia de Graciliano Ramos

Graciliano Ramos publicou Angústia em 1936, ano em que foi preso pelo governo de Getúlio Vargas, sob a acusação de subversão comunista. Luís da Silva, o narrador-protagonista do livro, era um escritor-funcionário que vivia sua profissão sob o signo do tédio burocrático. Durante a história, o narrador relata sua vida ordinária, dividida entre os desejos de sedução de sua vizinha, a presença muda da empregada e a opressão miúda dos superiores. A única marca singular do protagonista é o lento processo de enlouquecimento que o leva a uma condição subumana.



Em tudo, Angústia é um livro de detalhes. Porém, as pequenas paranóias e obsessões de Luís da Silva vão se tornando asfixiantes, principalmente por sua falta de heroísmo. Angústia é o romance da literatura suprimida pelo poder. Aliás, a obra de Graciliano parece marcada pela relação entre poder e direito ou capacidade de falar. A miséria não é a do sertanejo, ou a do burocrata, mas a do homem contemporâneo. A modernidade brasileira, que se diz ter sido construída a partir de 1930, produziu seus anti-heróis resignados, fragmentados, silenciados. O mundo possível da ficção literária, como no exemplo de Angústia, ofereceu uma alternativa para o desnudamento da relação entre poder e linguagem.
(Prefácio da edição de 2003, parte da coleção Biblioteca O GLOBO)
Para saber mais sobre Graciliano Ramos:




terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Dica de Leitura - Pantaleón e as Visitadoras

Jorge Mario Vargas Llosa é considerado por muitos um dos maiores escritores das Américas. Escritor, jornalista, nobre (primeiro Marquês de Vargas Lhosa), laureado com o Prêmio Nobel de Literatura de 2010. Ele nasceu na cidade peruana de Arequipa aos 28 de março de 1936.Entre suas obras, se destacam: "La ciudad y los perros", "Travessuras da menina má", A Guerra do Fim do Mundo", "O Sonho do Celta", Literatura nos Andes" e o livro em questão: "Pantaleón e as Vistadoras". Trata-se da história de um capitão do Exército peruano a quem se encomenda a missão de criar um serviço de "visitadoras" (eufemismo para prostitutas) para acalmar os instintos da tropa espalhada pela região do Rio Amazonas. Pantaleón Pantoja, homem reto, sem vícios e bem casado, aceita a estranha incumbência, porque o exército é a coisa mais importante da sua vida. O vocabulário rico, a riqueza na descrição do cenário, os diálogos e o arranjo bem estruturado da obra encantaram-me e mostram porque esse grande mestre da Literatura ganhou o Prêmio Nobel de Literatura. Estou lendo uma edição de 2003 desse livro. Faz parte da Biblioteca O Globo, Folha de São Paulo, 2003. Tive a sorte de comprar um exemplar em um sebo em Copacabana, no dia do meu aniversário (3 de janeiro), este ano. Acredite, se quiser, por um real (R$1,00). Capa dura, em ótimo estado de conservação.


Para saber mais sobre Mario Vargas Llosa, visite os sítios abaixo:



sábado, 25 de janeiro de 2014

Dica de Leitura

Estou tomando conhecimento de um grande escritor da língua portuguesa: o português José Saramago. Estou lendo o livro "Todos os nomes". Faz parte da série "Grandes Escritores da Atualidade", lançado pela Editora Scwarz Ltda. em 2003. O estilo desse grande escritor, mundialmente conhecido, lembra muito o do nosso saudoso Machado de Assis. Um vocabulário refinado, coerente em suas descrições. Trata-se da história de um modesto escriturário da Conservatória Geral do Registro Civil, o Sr. José, cujo hobby é colecionar recortes de jornal sobre pessoas famosas. O resto, eu sugiro que o leitor desta postagem leia este grande livro e tire suas conclusões.



terça-feira, 9 de julho de 2013

Vinícius de Moraes - 33 anos sem o 'poetinha'


Soneto de despedida

Uma lua no céu apareceu 
Cheia e branca; foi quando, emocionada
A mulher a meu lado estremeceu
E se entregou sem que eu dissesse nada.

Larguei-as pela jovem madrugada
Ambas cheias e brancas e sem véu
Perdida uma, a outra abandonada
Uma nua na terra, outra no céu.

Mas não partira delas; a mais louca
Apaixonou-me o pensamento; dei-o
Feliz - eu de amor pouco e vida pouca

Mas que tinha deixado em meu enleio
Um sorriso de carne em sua boca
Uma gota de leite no seu seio.


Para conhecer mais sobre o nosso saudoso 'poetinha':




quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Contos Africanos



UMA IDEIA TONTA



Um dia a hiena recebeu convite para dois banquetes que se realizavam à mesma hora em duas povoações muito distantes uma da outra. Em qualquer dos festins era abatido um boi, carne que a hiena é especialmente gulosa. 
- Não há dúvida de que tenho de assistir aos dois banquetes, pois não quero desconsiderar os anfitriões. Também as oportunidades de comer carne de boi não são muitas... mas como hei-de fazer, se as festas são em lugares tão distantes um do outro? 
A hiena pensou, pensou... e, de repente, bateu com a mão na testa. 
- Descobri! Afinal é simples... disse ela, muito contente com a sua esperteza. 
Saiu à pressa de casa. Assim que chegou ao local donde partiam os dois caminhos que levavam aos locais das festas, começou a andar pelo caminho que ficava do lado direito com a perna direita e pelo caminho que ficava do lado esquerdo, com a perna esquerda. 
Pensava chegar deste modo a ambas as festas ao mesmo tempo. Mas começou a ficar admirada de lhe custar tanto caminhar dessa maneira. E fez tanto esforço, que se sentiu dividir em duas de alto a baixo. 
Coitada, lá a levaram ao médico que a proibiu, desde logo, de comer carne de boi durante um mês. 

É muito tonta a hiena!

Fonte: http://www.educacao.salvador.ba.gov.br/site/documentos/espaco-virtual/espaco-cenap/publicacoes/caderno%20de%20apoio%20a%20pratica%20pedagogica%20contos%20africanos.pdf

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

A serpente que dava ouro


Era uma vez uma cidade chamada Canti, e sobre a qual reinava um rei chamado Canaiasen. Frequentava o palácio deste rei um brâmane muito sábio que lia traduções comentadas do Maabárata e dos puranas. Ao princípio, lia-as apenas para o monarca, depois passou a lê-las para toda a família real, e mais tarde para os nobres da Corte. Assim iam as coisas quando um dia o brâmane começou a ler, sozinho, num jardim, com voz e cantos melodiosos. Neste jardim vivia uma serpente. Havia no jardim uma panela cheia de ouro, e nela habitava a serpente. Esta serpente ouviu a leitura, a voz do leitor e o seu canto melodioso. Rastejou para fora da panela, e ficou-se a escutar a leitura. E sentindo o encanto da leitura, tomou uma das moedas de ouro, depô-la diante do leitor, e em seguida regressou à sua vivenda. No outro dia o leitor leu para a serpente um trecho muito grande, cantando-o com sua voz harmoniosa, e a serpente voltou a depor ante o brâmane uma moeda de ouro. Desde então, o brâmane passou a ler naquele jardim, todas as manhãs. E assim aconteceu que a serpente passou a gostar mais do brâmane do que de qualquer outro homem; ao retirar-se aquele, dava-lhe sempre uma moeda de ouro. Mas além do brâmane leitor, ninguém mais conhecia a gentileza da serpente. Assim estavam as coisas quando chegou um irmão de Devadata convidando-o para uma boda, pois a irmã de ambos, que vivia noutra aldeia, casava um filho. Bavadata escusou-se:
- Não posso ir. Tenho de ler para o rei.
Mas na realidade não queria perder uma só oportunidade de ganhar o ouro da serpente, e por isso não ia, não querendo que ninguém ficasse a par da história. Por esse motivo disse:
- Leva uma cunhada e teu sobrinho. Eu não posso ir.
Mas o irmão dirigiu-se ao rei, e pediu:
- Permite que meu irmão viaje.
E o rei disse a Devadata:
- Podes ir.
Então Devadata, que tinha um filho de vinte e cinco anos, muito instruido, levou-o consigo ao jardim e mandou-o ler próximo ao lugar onde vivia a serpente. A serpente ficou satisfeita; saiu da panela e ficou escutando. E o pai disse ao filho:
- Não contes a ninguém. Faze uma leitura diária. A serpente dar-te-á sempre uma moeda de ouro. Mas que ninguém saiba uma palavra.
Assim o aconselhou, e a serpente deu a sua moeda de ouro. Devadata pôs-se a caminho com a sua família, ficando seu filho. Primeiro lia para a serpente, e depois lia para o rei. Passaram assim três dias. Então pensou o filho do sábio.
- Dá-me sempre uma moeda de ouro. Isto significa que possui uma grande panela cheia de moedas. Preciso pegar a panela.
Concebeu este plano insensato, e um dia levou consigo um bastão, escondeu-o debaixo da almofada em que se sentava, e iniciou a leitura. Terminada esta, a serpente depôs no chão a moeda de ouro e preparava-se para rastejar até à sua vivenda, quando o sábio levantou contra ela o seu bastão, abatendo-a na cabeça. Como consequência do golpe, quebrou-se a pedra preciosa que a serpente levava na cabeça (*). Esta, enfurecendo-se, voltou-se sobre si mesma e mordeu o sábio e, depois de mordê-lo, regressou à sua vivenda. O filho do brâmane morreu da mordida. Dez dias depois estava de volta o velho sábio. Voltou a ler para a serpente e esta, então, de sua vivenda, gritou-lhe a seguinte estrofe em sânscrito:
- Estou triste porque se quebrou a minha pedra preciosa, e tu lamentas a morte de teu filho. De onde há de vir o amor quando o coração está destroçado? Leitor: fecha o teu livro!
Fonte: Contos Indianos, de Fernando Correia da Silva, Livros de Bolso, Edições de Ouro, Rio, 1966

sábado, 8 de dezembro de 2012

Uma dica de leitura

O MELHOR DE STANISLAW PONTE PRETA
Crônicas Escolhidas
Seleção e organização de Valdemar Cavalcanti
Ilustrações de Jaguar - 7ª Edição
José Olímpio Editora - Rio de Janeiro - Brasil - 1976


Uma amostra do livro:

A VELHA CONTRABANDISTA
Diz que era uma velhinha que sabia andar de lambreta. Todo dia ela passava pela fronteira montada na lambreta, com um bruto saco atrás da lambreta. O pessoal da Alfândega - tudo malandro velho - começou a desconfiar da velhinha.
Um dia, quando ela vinha na lambreta com o saco atrás, o fiscal da Alfândega mandou ela parar. A velhinha parou e então o fiscal perguntou assim para ela:
- Escuta aqui, vovozinha, a senhora passa aqui todo dia, com esse saco aí atrás. Que diabo a senhora leva nesse saco?
A velhinha sorriu com os poucos dentes que lhe restavam e mais os outros que ela adquirira no odontólogo, e respondeu:
- É areia!
Aí quem riu foi o fiscal. Achou que era areia nenhuma e mandou a velhinha saltar da lambreta para examinar o saco. A velhinha saltou, o fiscal esvaziou o saco e dentro só tinha areia. Muito encabulado, ordenou à velhinha que fosse em frente. Ela montou na lambreta e foi embora com o saco de areia atrás.
Mas o fiscal ficou desconfiado ainda. Talvez a velhinha passasse um dia com a areia e outro com moamba, dentro daquele maldito saco. No dia seguinte, quando ela passou na lambreta com o saco atrás, o fiscal mandou parar mais uma vez. Perguntou o que é que ela levava no saco e ela respondeu que era areia, uai! O fiscal examinou e era mesmo. Durante um mês seguido o fiscal interceptou a velhinha e, todas as vezes, o que ela levava no saco era areia.
Diz que foi aí que o fiscal se chateou:
- Olha vovozinha, eu sou fiscal de Alfândega com 40 anos de serviço. Manjo essa coisa de contrabando pra burro. Ninguém me tira da cabeça que a senhora é contrabandista.
- Mas no caso só tem areia! - insistiu a velhinha. E já ia tocar a lambreta quando o fiscal propôs:
- Eu prometo à senhora que deixo a senhora passar. Não dou parte, não apreendo, não conto nada a ninguém, mas a senhora vai me dizer: qual é o contrabando que a senhora está passando por aqui todos os dias?
- O senhor promete que não "espáia"? - quis saber a velhinha.
- Juro - respondeu o fiscal.
- É lambreta.
página 54



Para saber mais sobre Stanislaw Ponte Preta (Sérgio Porto):
http://www.releituras.com/spontepreta_bio.asp
http://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=859


domingo, 19 de agosto de 2012

Olavo Bilac e as estrelas



Via-Láctea
XIII
"Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso!" E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto...
E conversamos toda a noite, enquanto
A via-láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.
Direis agora: "Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?"
E eu vos direi: "Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas."





sábado, 18 de agosto de 2012

Dois gênios da Literatura Portuguesa


Florbela Espanca
LIVRO DE MÁGOAS


EU
Eu sou a que no mundo anda perdida,
Eu sou a que na vida não tem norte,
Sou a irmã do Sonho, e desta sorte
Sou a crucificada ... a dolorida ...
Sombra de névoa ténue e esvaecida,
E que o destino amargo, triste e forte,
Impele brutalmente para a morte!
Alma de luto sempre incompreendida! ...
Sou aquela que passa e ninguém vê ...
Sou a que chamam triste sem o ser ...
Sou a que chora sem saber porquê ...
Sou talvez a visão que Alguém sonhou,
Alguém que veio ao mundo pra me ver
E que nunca na vida me encontrou!




Alberto Caeiro (heterônimo de Fernando Pessoa)
O GUARDADOR DE REBANHOS


VI - Pensar em Deus
Pensar em Deus é desobedecer a Deus,
Porque Deus quis que o não conhecêssemos,
Por isso se nos não mostrou...
Sejamos simples e calmos,
Como os regatos e as árvores,
E Deus amar-nos-á fazendo de nós
Belos como as árvores e os regatos,
E dar-nos-á verdor na sua primavera,
E um rio aonde ir ter quando acabemos! ...

Florbela Espanca - Biografia
Biografia de Florbela Espanca
Biografia e Obra de Florbela Espanca
Biografia de Fernando Pessoa
Fernando Pessoa em seus heterônimos ( biografia e características)
FERNANDO PESSOA VISTO ATRAVÉS DA LITERATURA E DA FILATELIA




segunda-feira, 13 de junho de 2011

Fernando Pessoa - 123º aniversário


Hoje, o homenageado do Doodle da Google é o grande poeta e filósofo português Fernando Pessoa. Ele nasceu em 13 de junho de 1888, em Lisboa, capital de Portugal. Faleceu na mesma cidade no dia 30 de novembro de 1935, aos 47 anos.

"O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente."

"Para viajar basta existir"

"Pedras no caminho? Guardo todas. Um dia vou construir um castelo..."

"Tudo vale a pena se a ama não é pequena."

"O Homem é do tamanho do seu sonho."


O portal Domínio Público, do Ministério da Educação, possui para download gratuito várias poesias do mestre Fernando Pessoa.Ou não será Pessoas...?
Poesia de Fernando Pessoa

Cândido (Ou O Otimismo) - Uma resenha

Cândido, de Voltaire: quando o otimismo encontra a realidade Há livros que pertencem ao seu tempo; há outros que, apesar de escritos há sécu...